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Grupos de Apoio incentivam adoção na Baixada Santista
sábado, 2 de junho de 2012

Jéssica Bitencourt

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 Divulgação

“Não existem fábricas de bebês”. Esta ideia, que parece assustadora no princípio, é a meta da maioria das pessoas que pretendem adotar uma criança. A busca por um filho que se pareça consigo, atenda às expectativas X, preencha os requisitos Y e tenha as características Z, acaba se tornando um grande processo de aprendizado para os candidatos a pais e mães, já que, no caminho, eles encontram os chamados Grupos de Apoio à Adoção.

Podcast 'Grupos de Apoio incentivam adoção na Baixada Santista'



As associações sem fins lucrativos são formadas por voluntários, com a missão de amparar quem passa pelo processo de adoção, esclarecendo as dúvidas e propagando a cultura deste gesto que pode mudar a vida daqueles que esperam por um lar. Os grupos existem há mais de 20 anos, e atualmente são mais de 100 espalhados pelo Brasil, mas a iniciativa é recente na Baixada Santista.

As pessoas entendem melhor a situação das crianças que estão disponíveis para serem adotadas. Elas, inclusive, têm mudado o perfil e ampliado a faixa etária depois que o grupo começou (Elizabeth Rovai) Das nove cidades da região, quatro já possuem grupos de apoio. São Vicente foi a pioneira, com o Maternizar – Grupo de Apoio à Adoção, que existe há cinco anos e passa atualmente por uma fase de regularização, segundo o atual presidente e advogado, Vinicius Ribeiro Fernandes. “O grupo só existe por causa da boa intenção dos componentes. Agora, estamos buscando o registro do CNPJ para torná-lo de fato uma ONG”, afirma o advogado ao comentar a forma de atuação do grupo. “Nós trabalhamos em comunhão com o Serviço Social do Fórum de São Vicente. Fazemos reuniões temáticas no último sábado de cada mês, com a presença de palestrantes das áreas correlatas aos temas”.

De acordo com Fernandes, uma alteração no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), no final de 2009, determinou que os fóruns promovam cursos de conscientização e explanação sobre adoção. Para ele, o fato de o Maternizar já desempenhar esta tarefa é uma forma de incentivar as outras cidades a fundarem grupos.

Exemplo do sucesso desta iniciativa é o Laços de Amor, Grupo de Apoio à Adoção de Praia Grande, com dois anos de existência. O GAALA é o segundo mais antigo da Baixada, criado pela cabeleireira e atual coordenadora, Julia Leal. “Eu sou mãe por adoção de uma menina, e passei por todo o processo, que durou dois anos e meio. Tive crises de ansiedade, dúvidas e perturbei bastante a minha cunhada, que trabalha no Fórum de Praia Grande como assistente social”, brinca.

Ela conta que percebeu a necessidade de criar um grupo de apoio quando conheceu o Maternizar. “Eu conheci o grupo, e depois pensei que Praia Grande poderia ter um. Então, encorajada pela minha cunhada e outros colaboradores, que me dão respaldo técnico, decidi encarar o desafio”.

Os grupos Direito de Recomeçar e Reunir, respectivamente de Santos e Cubatão, são os mais recentes. O primeiro existe há um ano e meio, e está sob o comando da também presidente da Casa Vó Benedita, Elizabeth Rovai.

Envolvida com causas sociais, ela descreve o desejo que tinha de criar um grupo na cidade. “Eu e as técnicas da Casa Vó Benedita queríamos um grupo que preparasse as famílias que desejam adotar por meio da troca de experiências com outras pessoas”, declara Elizabeth, apontando os bons resultados que tem alcançado no cenário santista. “As pessoas entendem melhor a situação das crianças que estão disponíveis para serem adotadas. Elas, inclusive, têm mudado o perfil e ampliado a faixa etária depois que o grupo começou. Isso é bom para todo mundo”.

Assim como Elizabeth, a coordenadora do Reunir de Cubatão, Regina Salles, também tinha vontade de administrar uma entidade que pudesse acompanhar crianças adotadas. “Acho que a cidade estava precisando. Eu percebi quando trabalhava em um abrigo, e queria continuar o acompanhamento das crianças após a adoção. Foi quando saí e fundei o grupo”.

Cultura de Adoção – “Tem pessoas com histórias mais interessantes que a minha, eu tenho só um filho adotado”. Estas são palavras da advogada Carla Chiappim, mãe de César, que chegou recém-nascido em seus braços e hoje está com 7 anos. A advogada acompanha o Grupo Maternizar desde o começo. Em sua vida, a participação veio depois da adoção. “Conheci o grupo no Fórum, uma assistente social me convidou”, conta ela, que optou pela adoção porque não conseguia engravidar.

O que faz a história de Carla interessante é a cultura de adoção cultivada em sua família. Além do filho, a voluntária tem um irmão e três primos que também são adotados. De acordo com ela, todos sabem de sua origem. “Inclusive o César, apesar de ser pequeno e não entender do assunto direito, mas vou contando aos poucos”.


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