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Movimentação de cargas perigosas traz riscos a portuários
terça-feira, 18 de maio de 2010

Glenda Poletto

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 Divulgação

Potássio, amônia, fertilizantes e enxofre são alguns exemplos de produtos que podem ser considerados perigosos na movimentação de suas cargas no Porto de Santos e que podem até matar. De acordo com a ONU, produto perigoso é toda e qualquer substância que, dadas às suas características físicas e químicas, possa oferecer quando em transporte, riscos à segurança pública, à saúde das pessoas e ao meio ambiente.

A classificação adotada para produtos considerados perigosos é feita com base no tipo de risco que apresentam. O nível de risco das cargas está dividido em nove classes: explosivos, gases, líquidos inflamáveis, sólidos inflamáveis, substâncias oxidantes, substâncias venenosas e infectantes, materiais radioativos, corrosivos e materiais diversos.

Ana Paula Almeida Gomes, coordenadora de treinamentos portuários da Incatep (Instituto de Capacitação Profissional), explicou que a movimentação de cargas perigosas no Porto é um trabalho de risco que merece toda a atenção na hora de ser executado.

"Muitas vezes o trabalhador é contaminado e não sabe que foi por causa da manipulação de uma carga perigosa"Atualmente toda empresa portuária deve ter um de técnico de segurança e dependendo do número de funcionários, até um engenheiro de segurança. Ele será o responsável em coordenar todas as pessoas que têm contato com a carga perigosa, desde os operadores de equipamentos até os conferentes de cargas. "É necessário que todos tenham um conhecimento e no mínimo saibam quais equipamentos de segurança precisam utilizar e o que devem ou não fazer”, diz.

Existe um treinamento específico para os profissionais que vão trabalhar com cargas perigosas. O treinamento consiste basicamente em passar a legislação que mostra os cuidados que devem ter com as cargas, a importância do IPI que são os equipamentos de proteção, as recomendações e como devem fazer todo o procedimento operacional.

Entre os principais riscos que o profissional pode sofrer por operações com cargas perigosas são envenenamento, contaminação, radiação e até mesmo explosão. “Infelizmente é bastante comum ocorrerem acidentes com os funcionários. Muitas vezes o trabalhador é contaminado e não sabe que foi por causa da manipulação de uma carga perigosa".

Existem muitas cargas que não são rotuladas como deveriam, e acabam não sendo notadas pelo profissional. "O algodão, a soja e o trigo, por exemplo, em determinados momentos podem ser considerados cargas perigosas pelos gases que produzem", explica Ana Paula.

Quando se fala de carga perigosa, é tudo bem complexo. Uma mistura mudando uma composição já pode se tornar uma carga nova. É o caso do algodão. Se ele estiver molhado pode ser tornar tóxico.

Acidentes - Vários são os casos de acidentes ocasionados pelas operações com cargas de risco. Entre eles a coordenadora de treinamentos citou alguns. “Em 2006, um navio explodiu na China por conta de uma carga perigosa mal condicionada em um lugar errado. Já recebemos um navio com lixo tóxico também. Em 2007, tivemos uma morte no enxofre, onde cinco trabalhadores passaram mal depois por conta dessa carga”, diz.

Ana Paula destacou o avanço da segurança portuária nos dias atuais. “As empresas hoje procuram conscientizar os funcionários em relação aos cuidados que devem ser tomados com os trabalhos de riscos. A segurança hoje é primordial na área portuária. "Comparando a segurança atual com a de anos atrás, nota-se uma grande melhoria, apesar de ainda serem comuns muitos acidentes de trabalho por causa de contaminação", opina.



 

 

 

 

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