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Pastoral da Criança de Pedro de Toledo procura voluntários sábado, 28 de novembro de 2009Tábata Tuany  Divulgalção/Pastoral de Pedro de Toledo
 | A Pastoral da Criança de Pedro de Toledo precisa de ajuda para ampliar o seu trabalho. A instituição passa por dificuldades na arrecadação de alimentos, na assistência às famílias e na obtenção de voluntários.
A pastoral é a única na cidade que dá auxílio direto às famílias carentes. A líder Silvia Eiko Isagawa dos Santos mantém o trabalho voluntário desde 1993 e explica que o trabalho caminha devagar, pois faltam pessoas que estejam dispostas a se comprometer para melhorar a vida dos que precisam.
A Prefeitura de Pedro de Toledo dá auxilio somente quando é solicitada. Ela disponibiliza ônibus para capacitação dos agentes da pastoral.
Antes, a pastoral conseguia dar assistência a mais de três comunidades e aproximadamente 150 crianças recebiam ajuda. Hoje, existem 56 cadastradas.
Segundo o padre da Igreja Nossa Senhora Sant’Ana, André Lúcio, como qualquer trabalho de ação social, a Pastoral da Criança também corre o risco de ser usada para fins políticos. Por isso, a igreja ajuda a direcionar o olhar dos coordenadores e agentes para o trabalho com base na fé.
A igreja oferece suas estruturas, como os salões, para que haja a pesagem das crianças, distribuição de sopa e brincadeiras, além do espaço para reuniões e facilitação para chegar até os encontros diocesanos e regionais. Para André Lúcio, a Pastoral da Criança é de grande importância para Pedro de Toledo. Ele afirma que o trabalho da pastoral reduziu a mortalidade infantil no município. "Como uma ação que cuida da geração e do desenvolvimento da vida, ela é essencial na cidade", diz.
As atividades executadas são de interesse educacional, como a formação de cidadãos, orientação da saúde da mulher e informações para uma boa alimentação. O principal trabalho é feito por meio da Liturgia da Palavra. Segundo Silvia Eiko, a base da pastoral é incentivar e praticar a paz pela celebração e compromisso com a vida, não deixando de usar a sabedoria. "É preciso união, porque um precisa do outro no município. A pastoral é apolítica, não tem cor, credo e raça. Ela simplesmente está onde as crianças estão".
A brinquedista Maria Silva explica que o trabalho da pastoral é chegar até as crianças carentes, mas diversas ações no município não dependem tanto do trabalho voluntário. "As crianças acabam se apegando e quando a gente não pode ir, elas cobram a nossa presença. Isso é sinal de que os esforços que fazemos valem a pena", ressalta.
Toda segunda quarta-feira de cada mês, as cozinheiras e brinquedista, junto com a coordenadoria paroquial e a líder, reúnem-se no barracão da igreja, no bairro Vila Sorocabana. Geralmente, os alimentos são doados ou arrecadados entre as agentes, que às vezes também contribuem com o que podem. "A Pastoral de Pedro de Toledo precisa de braços para desenvolver os trabalhos manualmente. A nossa missão deve ser a força que nos leva a construir um mundo no qual a criança possa ter vida, e vida em abundância", diz Silvia.
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