A sensualidade do zouk leva alunos às escolas de dança sábado, 28 de novembro de 2009Adriele Ramos  Sócrates Lucas Puntel
 | O zouk, ritmo que veio das ilhas caribenhas de colonização francesa, entrou no Brasil pelos estados do Pará e Amapá e logo foi ganhando espaço em outros estados. Nesse processo, ganhou caracterítsticas da lambada, aspecto que atrai alunos às academias e escolas de dança de todo o País.
Na Baixada Santista, a dança vem ganhando espaço há cinco anos, por meio de projetos e concursos promovidos por escolas de dança, professores e alunos apaixonados pelo zouk. Segundo a professora Tiná Mattos, os campeonatos são realizados apenas com o intuito de mostrar que qualquer pessoa pode aprender a dançar.
O zouk é dançado de modo mais lento e sensual que a lambada, o que proporciona o surgimento de outros estilos. Atualmente, além do modo tradicional, o zouk se subdivide em Soulzouk, Neozouk e Revolution.
A dança proporciona grande leveza e desperta a sensualidade, porque requer proximidade entre o casal. Os passos são marcados por olhares, mãos e pernas no compaço da música.
O termo zouk veio do creole, mistura do francês com línguas africanas que significa "festa". O estilo foi criado no fim dos anos 70 pelos músicos Pierry-Édouard Décimus e Freddy Marshall, que resolveram se unir para formar um ritmo diferente. Selecionaram, então, Georges Décimus e Jacob Desvarieux para a formação da banda Kassav. O primeiro disco, lançado em 1979, foi Love and Ka Dance.
A maioria das pessoas dança sem entender a letra das músicas, comenta Tiná Mattos. Até por isso, algumas bandas brasileiras estão fazendo gravações de zouk em portugês.
Um exemplo é a banda Aíxa ,
criada em 2002, que compõe e faz versões de sucessos do zouk. O estilo já é bastante conhecido nos bailes, o chamado zouk eletrônico.
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