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2/9/2007
Pollyana Ferrari lança livro sobre hipertexto e hipermídia

Eduardo Henrique Brandão (*)


A professora Pollyana Ferrari, da PUC, apresentou na Unisantos, durante o Publicom (Encontro com Autores de Publicações Recentes em Comunicação), o livro Hipertexto e Hipermídia. A obra vem cercada de expectativa, porque a autora tem um dos títulos mais populares sobre o assunto, Jornalismo Digital.

O livro, como indica o título, analisa as relações entre profissionais de comunicação e os novos meios digitais de difusão de conteúdo. Organizado por Pollyana Ferrari, ele é um apanhado geral de discussões dos últimos quatro anos de pesquisadores da área. Para a autora, a produção jornalística está em uma nova era. "Hoje, vivemos o colaborativismo na forma de produção do jornalismo", comenta.

"O Indesing [software de editoração eletrônica], por exemplo, tem recursos para funcionar em rede. O que você faz fica visível para toda a equipe, e eles colaboram no resultado final", completa Urbano Nobre Nojosa, que escreveu um dos capítulos de Hipertexto e Hipermídia.

Mas, afinal, qual será o papel do jornalismo no futuro? Os pesquisadores apostam nas novas mídias, como a Internet móvel. "Sempre que se for discutir jornalismo on-line, temos que esquecer este falso problema da Internet versus impresso", analisa Nojosa.

Pollyana vê o jornalismo impresso em um terreno mais seletivo. "A Folha de S. Paulo imprime 300 mil exemplares por dia e já chegou a um milhão, mas mesmo assim é para um público seleto. Vamos caminhar para jornais custando cerca de R$ 15,00".

Essas análises são cada vez mais constantes. O periódico on-line Le Monde Diplomatique Brasil, acaba de lançar sua versão impressa, depois de oito anos na web, ao valor de R$ 8,90.

Outro ponto abordado pelos professores foi a não-linearidade dos hipertextos. O usuário cria seu próprio caminho de leitura, aprofundando ou interpretando as informações de maneira pessoal e dinâmica. É nesse ponto que, na hipermídia, o jornalista deve ter mais critérios na análise das informações.

Sobre usabilidade, os pesquisadores apontam para o avanço das tecnologias, e afirmam que em um futuro próximo não haverá mais sistema operacional. "A usabilidade é feita para respeitar um espaço físico da tela, como se fosse um quadro. Mas em breve isso não haverá mais. O Google foi o primeiro a perceber isso. Você acessa sua conta e pode fazer diversas ações que antes eram presas a um programa", comenta Nojosa.

Para Pollyana, a Web 2.0 deixou de ser uma utopia para se transformar em uma realidade imediata, porque o usuário tem elaborado o conteúdo, independentemente de quem estava produzindo antes. "No Orkut, no MSN, nos wikis, nos blogs, no YouTube, temos feito o que não se fazia antes. E quem deveria ter feito não fez. Coube ao usuário desenvolver esse conteúdo. As novas ferramentas vieram para dar vazão a esta necessidade".

(*) Aluno do curso de Jornalismo da Universidade Católica de Santos (UniSantos).

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