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Feira Hippie perde a identidade
sábado, 24 de março de 2007

Elias Barbosa

 Wagner Dantas/SECOM

A Feira Hippie de Santos há muito deixou de corresponder ao seu nome. "De hippie, ela não tem nada", afirma Ademir Ferreira de Oliveira, o Khrios, nome artístico do presidente da Associação Santista de Artesãos (ASA).

Khrios também é membro, na área de artesanato, do Conselho Municipal de Cultura de Santos (Concult). Ele atua, ainda, na área mística, além de sobreviver do artesanato desde 1973, época em que ajudou a criar a Feira Hippie.

O presidente da ASA diz que hoje há mais alimentação do que arte na Feira Hippie do Boqueirão. “As pessoas vêm para comer. Em termos de arte, fica a desejar”.

Segundo o artesão, atualmente a feira só é chamada de hippie por causa do artesanato. “Não tem mais tanto hippie”. Ele diz que devem existir cerca de três ou quatro hippies fixos e mais alguns que não aparecem sempre.

Antes também existia o cooperativismo, o que não há mais entre os expositores, explica Khrios. “O artesão ou hippie de outra cidade chegava e colocava a mercadoria do seu lado, não tinha problema, existia uma irmandade”.

Para ele, a Feira Hippie tem esse nome por causa do movimento que começou nos anos 60 nos Estados Unidos, como uma filosofia de liberdade e de amor. Khrios diz que, naquele tempo, existia idealismo e reação contra os valores tradicionais da sociedade.

Muitos dos que viravam hippies passaram a sobreviver de artesanato. Ele afirma que foi um hippie ativo até 1996. De lá para cá, parou para "cuidar da vida" e também porque houve a desvalorização do próprio artesão.

Khrios diz que, no começo, as pessoas da feira expunham no chão, em qualquer lugar da praça. Quando ele começou a expor no local, em 1974, os artesãos trabalhavam e faziam tudo à mão. Hoje, afirma, a maioria dos artigos é industrializada e vem do Paraguai e da China.

Até 1996, existiam duas feiras principais de artesanato em Santos. Além da Feira Hippie, havia a de Solidariedade, na Praça do Sesc, na Aparecida. Um decreto municipal mudou o nome das duas feiras para FeirArte. Khrios, por sua vez, juntou um grupo de artesãos e criou uma associação, da qual é presidente até hoje. Com essa entidade, eles negociaram e conseguiram baixar a taxa cobrada dos expositores, que hoje está em quase R$ 60,00 por bimestre.

O artesão afirma que, em relação às temporadas passadas, o movimento caiu de 4 mil pessoas para mil. Ele acredita que, antigamente, as pessoas davam mais valor à feira. "Não tinha alimentação, era só artesanato e uma baiana".

Khrios conta que, fora da temporada, os expositores nem chegam a ganhar um salário mínimo por mês. Se tiverem sorte, e também dependendo do material comercializado, conseguem de R$ 40 a R$ 60 por final de semana. Só quem faz as duas feiras, do Sesc e do Boqueirão, consegue vender no total entre R$ 150 a R$ 200 por fim de semana. “Ninguém consegue viver da renda da feira. Sempre será obrigado a ter um trabalho fora, se a pessoa não for aposentada”.


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