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Ciências e Tecnologia

edição de
05.06 a 07.08
de 2004


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Criação de camarão pode causar impacto ambiental

Camila Borda

www.oas.com.brA criação de camarão vem crescendo mais de 50% ao ano. Ele é produzido principalmente nos estados do Nordeste e no Sul. Sendo que no Nordeste é encontrada a maior produção de camarão por metro cúbico.

“Essas fazendas estão em áreas de proteção ambiental permanente, elas são localizadas em áreas de mangue e isso acaba sendo nocivo ao meio ambiente, porque fazer o cultivo de camarão em tanque escavado requer a utilização de alguns produtos químicos e antibióticos”. Quem explica é Orlando Couto Jr, 36 anos, e há dez atua como professor de biologia marinha, formado na Unisanta.

Além disso, é preciso também adubar o tanque e corrigir o pH. No período da despesca, é colocada uma rede na saída do tanque e drena-se a água onde os camarões, teoricamente, ficariam retidos na rede. Essa água com resto de ração, excrementos e produtos que foram utilizados para conter variações físico-químicas são lançadas nas áreas de manguezal.

Esse tipo de manobra contribui para a contaminação da região sendo prejudicial tanto para a fauna quanto para a flora. Em alguns estados como o da Paraíba, já estão encontrando problemas com caranguejos, ou seja, a população de caranguejos vem diminuindo a cada ano que passa, evidenciando o quanto é prejudicial esse cultivo em tanque escavado.

O cultivo do camarão vem se mostrando muito lucrativo, portanto, é de se esperar um grande aumento na atividade.

O camarão utilizado para produção em cativeiro é o L. vannamei, e ele não pertencem à fauna brasileira, é um camarão que foi introduzido no Brasil e em outros países.

Trata-se então de uma animal exótico, e conseqüentemente não é aconselhável que esse organismo “escape” para o ambiente natural, em função de estudos sobre a sua reprodução em ambiente natural está sendo desenvolvido.

“Por outro lado existem alternativas para evitar esse impacto no meio ambiente, mas elas geram gastos e custos muito altos, porque quando se é feito o cultivo do camarão no tanque escavado numa aérea de mangue, utiliza-se o movimento das marés para trazer os nutrientes com que ele vai se alimentar aproveitando para manter o nível do tanque”, completa o biólogo.

Uma boa alternativa seria a criação desses organismos em tanques de recirculação fechado, onde será preciso o uso de energia elétrica como a utilização de alguns equipamentos como areador, filtros, UV e tubulações, bombas gerando custos, mas sem agredir ao meio ambiente, já que a água que sai do tanque, vai para o filtro, é tratada e volta para o tanque. Então esse sistema de criação de camarão em tanques fechados fora do ambiente aquático, pode ser feito em um terreno pavimentado ou em um galpão.

Mesmo com esse custo, a margem de lucro é grande, sem danos ao meio ambiente.

O cultivo em tanques escavados tem a duração aproximada de cinco anos, após esse período, normalmente muda-se de local, e isso provoca um grave problema ambiental, já que os danos causados na área anteriormente cultivados são de grandes proporções.

A fiscalização dos órgãos públicos ela deve ser mais intensa, mas sabemos que o número de fiscais que tem e a morosidade da documentação nos domínios públicos estimulam essa prática em áreas de proteção permanente.

Atualmente “estou pesquisando e desenvolverei em Bertioga, em um laboratório, um projeto piloto para cultivo desses organismos marinhos em cativeiro, utilizando tanque de recirculação fechado sem emissão de efluentes, e verificar a viabilidade para o desenvolvimento desse projeto em um ambiente artificial”.

Há também uma outra saída, que é o cultivo desse camarão em tanque rede, feito experimentalmente em Ubatuba, pelo Instituto de Pesca.

A impossibilidade de se cultivar organismos marinhos na nossa região costeira é a presença de metais pesados e o lançamento de esgoto doméstico em rios e estuários. A região da baixada santista não tem 100% de saneamento básico, e isso colocaria em risco qualquer cultivo em ambiente aquático.



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