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O UNISANTA Online Em 1993, além da criação da empresa Netscape, responsável pela criação do programa que facilitou a navegação na Internet, o professor Darrell Steven Champlin foi convocado para uma reunião na antiga redação de jornalismo da faculdade. O objetivo era receber a visita de uma equipe da USP, a qual trabalhava em um projeto denominado Escola do Futuro. Segundo Champlin, a Profª Drª. Sílvia Teixeira, reitora da UNISANTA, queria a elaboração de um projeto para a Internet, uma vez que a instituição possuía acesso à rede. Sendo americano, Champlin ficaria com a responsabilidade de toda parte envolvida com a língua inglesa.
Após essa idéia inicial, Darrell deu a sugestão de não somente trocar informações por correio eletrônico. Queria que fosse desenvolvido um boletim informativo via e-mail. Alunos de jornalismo com algum domínio da língua inglesa começam a desenvolver um projeto extracurricular de jornalismo eletrônico via e-mail, uma vez que ainda o navegador não era muito conhecido no Brasil. O intuito inicial do projeto era enviar informações sobre o Brasil para estudantes e pesquisadores interessados da Universidade de Michigan, em East Landsley.
No início, além da falta de um laboratório fixo para o projeto, o computador da época era o da residência do próprio professor Champlin. Havia também dificuldade no envio das informações. Mesmo produzidas com regularidade, chegavam ao destino com até dois meses de atraso ou nem mesmo apareciam. O nó no qual a Unisanta estava ligada como usuária estava na USP e na FAPESP, causando dependência. A paginação e a diagramação sofriam uma enorme mudança ao chegar ao destinatário. Dificuldades à parte, o projeto deu certo graças aos assuntos que o Reality abrangia. Através das matérias, os alunos conseguiam dar uma amostra da realidade brasileira aos internautas. O sucesso começou a aparecer quando o projeto foi apresentado na COMDEX. Para esse evento foi elaborado um exemplar especial, mostrando como seria o informativo sem os entraves. Para isso foi usado o programa de editoração de textos Word que, apesar de possibilitar a montagem do exemplar ideal, não poderia ser utilizado na Internet. Essa edição fez tanto sucesso que a idéia foi adotada pela própria USP. Em 1995, as duas turmas do curso de jornalismo realizariam um trabalho conjunto pela primeira vez. Inúmeros leitores pediram uma edição em português, pois queriam ler o informativo na própria língua. Com base nos pedidos, o Reality passou por transformações. Mudou a parte gráfica com a ajuda dos programas de navegação na Internet (Netscape Navigator), de editoração, e com a entrada do aluno de jornalismo, Eduardo dos Santos Natário, com domínio na área técnica. A tecnologia fez a UNISANTA deixar de ser usuária para se tornar provedora acadêmica de Internet. O informativo ganhou seu primeiro endereço na Internet: http://www.online.unisanta.br/pages/online (o atual endereço é http://www.online.unisanta.br). Nessa nova fase, as questões de cunho regional passaram a serem valorizadas. Surgiram editorias específicas como futebol, campus, etc. Para marcar essa série de mudanças, o jornal passou a se chamar UNISANTA Online. Aos poucos o Online, antes basicamente constituído de texto, começou a ganhar imagens e um visual gráfico bem mais elaborado graças ao empenho de toda a equipe. Mesmo assim, os problemas persistiam. Dessa vez, o laboratório onde eram montadas as edições do Online foi o grande vilão. O professor-coordenador do projeto afirma que a rede de computadores do laboratório era programada para terminar às 15h aos sábados. Após muita briga, conseguiu-se que a rede fosse programada para se auto-desligar às 17 horas, mas mesmo assim, muitas matérias eram perdidas, pois não havia tempo para salvá-las em disquete. Posteriormente, conseguiu-se que a rede ficasse no ar o tempo que fosse necessário para a montagem da edição. Isso porque a rede ficou sob a responsabilidade do professor Darrell, antes tarefa dos monitores do laboratório. Em 1996, o UNISANTA Online ganha um laboratório exclusivo com todo o equipamento necessário para a sua elaboração. "Até aquele ano, o Jornal UNISANTA Online era visto somente como 'mais um projeto experimental da Faculdade de Artes e Comunicação", afirma o professor Darrell. Essa posição começou a mudar quando foi exibida uma reportagem no programa Globo Repórter com um link direto para uma matéria do aluno Silvano Menezes que, na época, era do segundo ano de jornalismo. Esse fato, aparentemente simples, mudou a aceitação interna do projeto, que não era até então considerado como sério e que poderia render frutos. Também em 1996, o Online sofreu uma reforma visual, deixando-o com uma aparência muito semelhante com a qual é visto em 1997. Em 1997, o Online muda de laboratório, mais especificamente para uma sala do Bloco M do campus. Lá, pela primeira vez, o Online contava com a Internet como uma ferramenta de pesquisa, pois até então as edições eram fechadas aos sábados, sem que houvesse consultas ao ciberespaço. Os alunos só viam o que havia sido publicado ou na segunda-feira, no laboratório da Internet, ou em casa, caso tivessem acesso à rede mundial de computadores. Foram inúmeros os feitos do Online ainda em 1997. Pela primeira vez, ele realizou a cobertura da morte da Princesa Diana em tempo real. Logo após esse fato, houve uma cobertura diária dos eventos do XX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação - INTERCOM, que também chamou a atenção da Universidade. No ano de 1998, o Online tornou-se curricular, ou seja, o projeto que antes era realizado a partir de alunos interessados pela pesquisa passou a fazer parte da grade curricular do curso de jornalismo. Também em 1998 o jornal ganhou uma nova seção, denominada Online International. Segundo Champlin, é um aspecto que reverencia a origem do atual Jornal UNISANTA Online. Durante férias, Darrell fechou convênio com a associação norte-americana U-Wire, uma agência de notícias composta por universidades americanas, da qual a primeira universidade não americana a fazer parte é a UNISANTA por intermédio do Online. Outros contatos foram feitos com colaboradores da Universidade de Ponta Grossa, que enviaram matérias para Champlin através de e-mail. Mas a grande conquista tenha sido o reconhecimento do INTERCOM ao trabalho desenvolvido pela UNISANTA. Pela primeira vez em que a categoria de trabalhos na Internet é incluída na EXPOCOM, o Online ganha a primeira colocação. Em 2000, todo o processo de confecção do informativo foi automatizado com a criação da redação virtual. Em 2002, o UNISANTA Online passa por uma total reformulação de seu projeto gráfico e tecnológico, contando com a elaboração de uma nova redação totalmente informatizada. Esta tarefa agora fica sob responsabilidade do Prof. Alexandre Sobrino, o mais novo integrante da equipe do projeto, que também conta com o envolvimento dos professores Eduardo Cavalcanti, Beth Capelache e Valéria Nader. Neste mesmo ano, o projeto volta a ser premiado pela comunidade acadêmica - desta vez na nona edição da EXPOCOM, realizada na Bahia (terceiro lugar, categoria "Jornal Digital"). Concluindo esta linha do tempo, no ano de 2003, o UNISANTA Online, o primeiro jornal online universitário da Internet brasileira, completa dez anos de atividades ininterruptas, culminando com sua edição de número 200. Neste mesmo ano é finalista, pelo segundo ano consecutivo, do prêmio EXPOCOM (2003), realizado em Belo Horizonte (MG), ficando com o segundo lugar na categoria "Jornal Digital".
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