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Poluição no porto preocupa Ministério Público

Marilia Daniela

Cosipa - recirculação de água As indústrias de Cubatão vão remover até o próximo ano cerca de 3 milhões de metros cúbicos de material sedimentado misturado a produtos químicos (alguns deles cancerígenos, segundo a Cetesb) depositados no fundo do estuário desde a década de 60, localizado desde o Porto da Cosipa até o início do canal do Porto de Santos.

A presença de poluentes químicos no fundo do mar foi confirmada durante uma exposição a representantes do Ministério Público estadual e federal, aos prefeitos de Cubatão, Clermont Castor, e de Itanhaém, Orlando Bifulco, e aos meios de comunicação. O projeto para a remoção deste material é de conhecimento da Cetesb e do Ministério Público desde maio e vem sendo conduzido pelo professor Luiz Roberto Tomazi, presidente da Fundação de Estudos e Pesquisas Aquáticas (Fundespa) da Universidade de São Paulo (USP).

De acordo com superintendente de comunicação da Cosipa, Luiz Carlos Bezerra, os resíduos misturados com os produtos químicos serão dragados por sucção a partir de novembro, sendo colocados em bargaças e armazenados em pontos do oceano, onde não haja corrente marítimas com força suficiente para traze-lo à terra.

Durante a remoção e conclusão dos serviços de dragagem, a Fudespa vai supervisionar as águas e os resíduos nos pontos de recolhimento e lançamento sob a orientação da Cetesb e do Ministério Público, para confirmar que o material tenha sido devidamente removido, e sem riscos.

Além dos produtos químicos lançados por todas as indústrias do pólo, a também os arrastados pelas águas desde a Represa Billings (via Usina Henry Borden e Rio Cubatão, após lançamento nos rios Tietê e Pinheiros), contendo também contribuições das embarcações feitas pelo Porto de Santos.

Os poluentes indicados pelas avaliações da Cetesb vão desde metais pesados que não se dissolvem na água e permanecem depositados nos sedimentos (chumbo, cádmio, zinco, cromo, mercúrio, níquel, benzo-a-pireno) até resíduos de ascarel, solventes aromáticos, pesticidas organoclorados e compostos fenóricos( muito óleo e graxa). Alguns deste produtos contaminaram ostras, siris, mexilhões e alguns peixes, não sendo recomendado o consumo destas espécies na região.

1-Sep-2001 01:53 PM



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