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Triathlon não é para quem quer e sim para quem pode

Fabio Leandro

Não vou de carrro, nem de táxi.Esquecer amigos, deixar muitas vezes família em segundo plano, acordar de madrugada, não poder sair à noite para se divertir, ter uma alimentação sem excesso. Esta é a vida de um triatleta. Por ser um esporte de resistência, no qual o atleta tem que fazer 1,5 Km de natação, 42 Km de ciclismo e 10 de pedestrianismo, ele exige sacrifício, mas para quem pratica, esta vida compensa.

É o caso de Oscar Galindez, 28 anos, argentino radicado em Santos. Patrocinado pela Unimonte, pela Reebok e pela indústria americana de água O2 Life, ele treina praticamente todos os dias, 6 horas em média, dependendo do tempo que falta para uma prova.

Uma das razões que levaram Galindez a se mudar da Argentina para o Brasil foi que, no triathlon argentino, a temporada é curta, vai de dezembro a abril, já que no restante do ano o frio argentino é muito forte. No Brasil, há provas de nível internacional o ano todo, já que as condições são favoráveis para a prática do esporte. Outro fator foi  a imprensa argentina, que segundo ele cria uma rivalidade inexistente entre dois dos seus principais atletas (Fontana e o próprio Galindez).

Esperança argentina de medalha

Mas o triathlon não é um mar de rosas, segundo Oscar Galindez. Ele aponta a falta de estrutura das confederações, pois a contagem de pontos para as Olimpíadas começou há três anos e muitos atletas não foram informados pelas suas confederações, que só se importaram com este detalhe há mais ou menos um ano e meio.

No último dia 20 de março, Galindez venceu a 1ª etapa do Troféu Brasil de Triathlon realizado em Santos. Esta prova   serviu de preparação para Galindez, já que ele em setembro ele disputará as Olimpíadas em Sidney.

Suas expectativas são as melhores possíveis, já que figura entre os melhores do mundo. Ele  trabalha com uma equipe de apoio por trás, como fisioterapeuta, fisiologista, nutricionista, médico, entre outros.

Olimpíadas de 2004 está é a sua meta

Caso parecido vive Paulo Miyasiro (Unimonte), que abriu mão não só de amigos, família, enfim, de uma vida normal, como também de sua faculdade, já que é formado em Direito e não exerce a profissão. Ele, que começou a disputar provas de triathlon, já que era nadador e por influência dos seus irmãos, que eram triatletas.

Miyasiro não acredita que disputará as Olimpíadas, já que a contagem de pontos para esta competição começou há três anos, e deveria correr o circuito mundial, mas para isto deveria ter um patrocínio forte, coisa que só veio a acontecer há pouco tempo. Já para 2004, ele tem esperança, pois poderá correr o circuito.

No domingo Miyasiro foi o melhor brasileiro na 1ª Copa das Américas, ficando na 3ª posição. A prova aconteceu no Rio de Janeiro.

25.03 a 31.03
de 2000

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